segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Dilma fez 'discurso político evasivo e sem consistência', afirma Aécio

Em entrevista à imprensa, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse que até o momento a presidente afastada Dilma Rousseff, em sua participação na sessão do impeachment desta segunda-feira (29), nada contribuiu para o esclarecimento dos fatos. Para Aécio, Dilma fez um "discurso político evasivo e sem consistência". Dizendo que seria o próximo parlamentar a fazer perguntas, ele antecipou que pretende colocar os fatos sob análise, restritos ao ano de 2015, no contexto histórico, mostrando que as pedaladas fiscais e outras ilegalidades vieram de bem antes, mas não podem ser examinadas porque o artigo 86 da Constituição impede a investigação de presidente da República por fatos anteriores ao mandato em exercício.




Fonte: Agência Senado

Simone Tebet afirma que Dilma não respondeu a nenhuma de suas perguntas

'Todos os argumentos de Dilma são conhecidos e já foram contestados', afirma Alvaro Dias

Perguntas técnicas não estão sendo respondidas adequadamente, avalia Ana Amélia

Lasier se diz convencido de que Dilma cometeu crime fiscal

Em manifestação nesta segunda-feira (29) na sessão de julgamento de Dilma Rousseff, o senador Lasier Martins (PDT-RS) disse acreditar que a presidente afastada incorreu em crime de responsabilidade ao editar decretos de crédito suplementar sem autorização do Legislativo.

— Compactuo do entendimento de que houve crime fiscal, pois a Constituição Federal exige que a suplementação de credito orçamentário ocorrera mediante autorização do Congresso Nacional — disse o parlamentar.

Fonte: Agência Senado

José Medeiros acusa Dilma de provocar crise econômica e a presidente rebate

O senador José Medeiros (PSD-MT) acusou o governo de Dilma de ter provocado a crise em que o país se encontra e disse que qualquer regime de governo cai se não houver base popular, apoio político e economia funcionando bem. O senador afirmou, ao questionar Dilma Rousseff, nesta segunda-feira (29), que o impeachment não é um golpe, mas a “democracia em ebulição”.

— Se esse tripé não funcionar, cai monarquia, cai qualquer regime de governo. E aqui dizem: “mas nós não estamos no sistema parlamentarista”. É bem verdade que não estamos. Mas, por esse motivo, qualquer governo cai, no regime presidencialista, quando tem uma base jurídica. E neste caso tem de sobra. E aqui está o motivo de sobra: as pedaladas fiscais. E pedalada fiscal é crime — disse.

Fonte: Agência Senado

Bauer questiona Dilma sobre falta de registro de dívida com bancos públicos

O senador Paulo Bauer (PSDB-SC) questionou a presidente afastada Dilma Rousseff (PT), alvo de processo por crime de responsabilidade em curso no Senado Federal, se ela considerava correto não indicar a existência de pendências financeiras de seu governo com bancos públicos no balanço de 2014.

Dilma justificou a prática afirmando seguir orientação do Banco Central, que não estabelecia a obrigatoriedade desse registro tanto nas estatísticas de dívida pública quanto de resultado primário do governo. Ela afirmou que essa metodologia mudou a partir de janeiro de 2015, quando o Tribunal de Contas da União (TCU) emitiu parecer com entendimento diverso sobre o assunto.

Fonte: Agência Senado

Anastasia volta a questionar a abertura de crédito suplementar por meio de decreto

O senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) questiona a presidente afastada, Dilma Rousseff, sobre a abertura de crédito suplementar por meio de decreto e reafirma que é caso de crime de responsabilidade. Respondendo a Anastasia, Dilma sustenta que à época da edição, decretos de crédito eram legais.

Governo Dilma vendeu um Brasil irreal aos brasileiros, diz Simone Tebet

Para  senadora Simone Tebet (PMDB-MS), os decretos irregulares assinados por Dilma Rousseff e as "pedaladas fiscais" não foram atos isolados, mas consequência da irresponsabilidade fiscal do governo.

Ao indagar a presidente afastada nesta segunda-feira (29), a parlamentar disse que a contabilidade criativa praticada pela equipe econômica não deu conta de camuflar um cenário de queda de receita e aumento irresponsável de despesas.

— Vendeu-se um Brasil irreal aos brasileiros, e o resultado está aí: perda de credibilidade, queda nos investimento, desemprego recorde e recessão. É a maior crise econômica da história do país — lamentou a parlamentar, que quis saber da presidente se ela faria algo diferente se pudesse voltar no tempo.

Fonte: Agência Senado

Povo é que foi golpeado, diz Ana Amélia. Dilma reafirma que há 'golpe parlamentar'


A senadora Ana Amélia (PP-RS) afirmou nesta segunda-feira (29) que a presença da presidente Dilma Rousseff no Senado, na sessão de julgamento do impeachment, legitima o processo em curso e derruba a versão de que se trata de um "golpe". Ana Amélia acrescentou que não há dúvidas de que o crime de responsabilidade existiu nos decretos de crédito suplementar e nas "pedaladas" fiscais.

- A sua presença aqui legitima o julgamento e derruba a narrativa da Sua Excelência, como insiste, como fez agora no seu pronunciamento, em fazer a referência a golpe. O verdadeiro golpe foi contra milhões de brasileiros desempregados e milhares de jovens que ficaram, entre outras coisas, sem o Prouni e sem o Fies – disse Ana Amélia.

Dilma respondeu que é preciso fazer uma distinção entre “golpe militar” e “golpe parlamentar”. A presidente usou a imagem de uma árvore para explicar a diferença.

- No golpe militar, é como se você tivesse uma árvore e essa árvore fosse derrubada: você derruba o governo e você derruba o regime democrático. O que tem acontecido no que eles chamam de golpe parlamentar é o fato de que você tira um presidente, que foi eleito pelo voto direto, por razões que estão fragilizadas, pelo fato de que não há crime de responsabilidade que as sustenta. É como se essa árvore não fosse derrubada, mas sofresse um forte ataque de fungos. Você não derruba a árvore, você compromete a árvore – argumentou.

Dilma disse ainda que compareceu ao Senado porque acredita na Casa como um espaço democrático que deve ser preservado e que a forma de preservá-lo é “abrir o diálogo e acreditar na discussão crítica”. A presidente afirmou que os que não gostam do nome golpe querem encobrir o que se passa.

- O que se está fazendo é, na verdade, encobrir uma tentativa de tirar um governo que chegou a este momento pelas urnas por um governo que não teve voto e que está implantando um programa que não foi eleito, que não foi o programa vencedor – disse.

Dilma encerrou sua resposta à senadora Ana Amélia dizendo que não tem um “apreço egoísta” pelo seu mandato, mas que o defende em nome da preservação da democracia.



Fonte: Agência Senado

Para Miguel Reale Junior, processo de impeachment é motivo de 'orgulho'

O jurista Miguel Reale Junior, um dos autores do processo de impeachment, disse que o processo de impeachment é motivo de "orgulho" para os brasileiros. Para ele, durante nove meses o país viveu em clima tranquilo o processo de destituição de uma presidente da República, com pleno respeito ao direito de defesa.

Francischini denuncia: PT está oferecendo 2 ministérios para cada senador que mudar voto

O deputado Fernando Francischini (SD-PR) comenta as notícias que dizem que Lula e Dilma estariam oferecendo 2 ministérios para cada senador que mudasse seu voto no impeachment.

Ao vivo: Dilma Rousseff fala aos senadores no julgamento do impeachment

Telmário diz que ainda não tem certeza de seu voto

O senador Telmário Mota (PDT-RR), que votou em favor de Dilma Rousseff em sessões anteriores, declarou ainda estar em dúvida em relação a seu voto no julgamento da presidente afastada. "Temos que fazer uma reflexão, pensando no Brasil, pensando no meu estado, Roraima, que depende 80% do governo federal." Para ele, Dilma tem que explicar com quem vai governar, pois o mesmo PMDB que hoje compõe o governo interino fez parte de sua base parlamentar.

Dilma Rousseff é recebida no Senado por aliados e manifestantes


A presidente afastada Dilma Rousseff chegou ao Congresso Nacional às 9h05 dessa segunda-feira (29). Ela saiu do Palácio da Alvorada num carro oficial acompanhado por um comboio escoltado por batedores.

Usando uma blusa estampada com detalhes dourados e com saia preta, Dilma chegou pela chapelaria, onde foi recebida pela chefe do Cerimonial do Senado,  Ana Teresa Meirelles, e por grande grupo de repórteres e fotógrafos.

Senadores e deputados aliados também a aguardavam e subiram com ela para a sala de reuniões do presidente Renan Calheiros (PMDB-AL). Antes, Dilma fez uma rápida parada para receber flores de um grupo de manifestantes contrários ao processo de impeachment.

Essa será a primeira vez que a presidente afastada se manifestará no processo de impeachment. Até agora, a defesa tem sido conduzida por seu advogado e ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Dilma terá 30 minutos — prorrogáveis a critério do presidente da sessão, Ricardo Lewandowski — para apresentar seus argumentos aos senadores, que poderão questioná-la por cinco minutos cada um.

Fonte: Agência Senado
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